segunda-feira, 5 de junho de 2017

OS ANIMAIS NO PLANO ESPIRITUAL- ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

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Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles. Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz – zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 –, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados. 

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. 

Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.Tendo sido perguntado se os animais têm “anjo da guarda”, Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. 

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Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como “o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações”. Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. 

Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios. Por outro lado, existe ainda, a consideração feita  de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.

Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos “ovóides”, a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.

A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado

– vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações

– como também às suas condições mentais do momento.Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si.“ – Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados.

Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos”.E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso. Todos os animais merecem o Céu (Editora Mundo Maior) e

A questão espiritual dos animais (Editora Folha Espírita): livros escritos por veterinários espíritas

Extraído do livro A questão espiritual dos animais

quarta-feira, 17 de maio de 2017

OS ANIMAIS NO PLANO ESPIRITUAL- A REENCARNAÇÃO

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Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos: - O que é a alma (entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?

R – “Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera”.

Nas questões que se seguem, lemos também a expressão “estado errante”.

Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é “nômade, sem domicílio fixo”, e de errar, é “vaguear” (errando ao acaso...).

Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: “caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações”.

Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.

No Livro dos Espíritos lemos “ – A alma do animal sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante,como a do homem após a morte?
R – “Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”.
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Bem, vamos por partes! Algumas pessoas entendem, a partir desse texto,que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.A expressão “utilizado quase imediatamente” não necessariamente deve ter esse significado. O espírito
do animal pode ser prontamente “utilizado ”para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, “não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”. Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos
humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas,sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco “O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade;o dos animais não tem a mesma faculdade”.

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Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos:
“ – Pode-se evocar o Espírito de um animal?”.
R: “– O princípio inteligente, que animava um animal,fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. 

Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos...” Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: “Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. Ler na Revista Espírita nº 7 de julho/1860, as comunicações
do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito. 

Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados “espíritos
da natureza?”. Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos
em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos. Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos “Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata”. Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, 
seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço
de conclusivo sobre esta questão.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

OS ANIMAIS NO PLANO ESPIRITUAL


UMA ANÁLISE SOBRE COMO OCORRE O PROCESSO EVOLUTIVO

E REENCARNATÓRIO NO REINO ANIMAL


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Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o “dirigente das trevas” como sendo visto quase sempre montado em animais.


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Brota imediatamente em nossa mente a pergunta:

Qual a natureza desses animais?

Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de “trenós” (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante. Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.

Assim, em A Gênese lê-se que “o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois...”

Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento. Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.

Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em “desdobramento” (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono.

Mas, o espírito Álvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que “os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria”.

Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.

O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. 

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A anfitriã percebeu-lhe a reação:

- O que foi, Divaldo?

- Foi o cachorro, mas está tudo bem!

- Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro

nenhum!

- Tem sim, esse pastor aí!

- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão,mas ele morreu há um ano e meio!

E Divaldo concluiu: - era um cão espiritual!

Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.

Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.

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Herculano Pires também comenta a respeito de “casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais”, em seu livro Mediunidade.

Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! É o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia

(zôo = animal e antropos, do grego = homem), do qual uma variedade é a licantropia (lycos, do grego = lobo).

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Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua “vítima”, uma mulher, e conhecendo- lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui

“ – A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba...”. E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele. Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do “pensamento de aceitação ou adesão”, conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.

E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.


Continua >>>>>>A reencarnação



Fonte:Extraído do livro A questão espiritual dos animais

quinta-feira, 27 de abril de 2017

João de Deus

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João Teixeira de Faria (Cachoeira de Goiás,24 de julho de 1942), no Brasil mais conhecido como João de Deus ou João de Abadiânia e em outros países como John of God, é um médium, filantropo e fazendeiro brasileiro.

Residente na cidade de Abadiânia, estado de Goiás, é mundialmente famoso por realizar tratamentos espirituais, incluindo "cirurgias espirituais" sem cortes e "cirurgias espirituais" com cortes de pele sem a utilização de anestesia, em que não ocorrem sangramentos e nem infecções pós-operatórias. Para esses atendimentos fundou em 1976 a Casa de Dom Inácio de Loyola, onde atende seus consulentes. 

Destes, cerca de 80 % são estrangeiros. Embora não haja cobrança pelos atendimentos, a casa produz o um suposto medicamento denominado "passiflora" e faz a sua venda a preço simbólico e são atendido mais de 1000 pessoas por dia. A Casa de Dom Inácio de Loyla também distribui sopa gratuitamente aos que esperam atendimento e doa o "passiflora" aos que são orientados a fazerem seu uso mas não podem pagar.

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João de Deus possui também duas outras instituições de caridade em Abadiânia: a "Casa da Sopa", onde são servidas refeições gratuitas a pessoas carentes, e a "Casa do Banho", onde estas pessoas podem tomar banho e têm as suas roupas lavadas.

Dentre os consulentes famosos do médium estão os políticos Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Bill Clinton e Hugo Chávez, o psicoterapeuta Dr. Wayne Dyer, o humorista Chico Anysio, a apresentadora Maria das Graças Meneghel, e os atores Marcos Frota e Shirley MacLaine. Ele ganhou maior notoriedade após ter sido entrevistado pela apresentadora e empresária Oprah Winfrey.

João de Deus afirma que começou a ter mediunidade ativa aos nove anos de idade, quando era um menino católico avesso ao Espiritismo. Diz que aos dezesseis serviu de médium pela primeira na "cura" de outra pessoa. Teria então morado em vários estados, até fixar-se em Abadiânia, onde diz "receber" bons espíritos que realizam curas através dele, incluindo o fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola.

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Possui nove filhos com mulheres diferentes. É analfabeto funcional, dono de instituições de caridade, de uma fazenda onde planta soja e cria gado, além de sócio de um garimpo.

As supostas curas proporcionadas pelo médium atraem multidões à pequena cidade, a tal ponto que se constituem na principal fonte de renda do município. A esse respeito o ex-prefeito Itamar Gomes afirmou que "Não sei o que será de Abadiânia quando João de Deus morrer. A economia da cidade vai para o buraco". A "casa" emprega mais pessoas do que a própria administração municipal.

Na "casa" em que atende os pacientes há paredes ornadas por imagens de santos católicos e do próprio médium, onde pessoas fazem orações e adoração.

Em 2000 o psiquiatra e parapsicólogo espírita Alexander Moreira de Almeida, junto com dois outros médicos, estudaram as cirurgias espirituais realizadas pelo médium e concluíram que:

“ Pode-se concluir que as cirurgias estudadas e os materiais extraídos são reais, não há utilização de técnica asséptica ou anestésica, mas não foi detectada nenhuma infecção e apenas um paciente referiu dor. Como não houve identificação de fraudes, o fenômeno necessita de posteriores estudos... ”

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Em 2007 a revista Época afirmou que o médium exibia uma cópia do artigo em sua casa, usando-o para obter "respaldo científico" às suas atividades paranormais apesar dos resultados inconclusivos apresentados na publicação. Maria Ângela Gollner, uma das coautoras do estudo, declarou à reportagem da revista que se sentia constrangida pelo uso por João de Deus do artigo: “Ele fez daquilo uma máquina de propaganda”. Alexander afirmou desconhecer o fato.

De acordo com a biografia oficial John of God: The Brazilian Healer Who's Touched the Lives of Millions ("João de Deus - O Médium de Cura Brasileiro que Transformou a Vida de Milhões"), de Heather Cumming, até 2007 João de Deus já havia atendido mais de 8 milhões de pessoas em busca de tratamento.Prefaciando o livro, o físico Amit Goswami alega que: "João de Deus é mais do que uma pessoa, é um fenômeno científico de suma importância (...) O Médium João canaliza a memória quântica de outra pessoa que viveu antes dele e já morreu. Na verdade, enquanto João de Deus canaliza, ele transforma abruptamente o seu caráter e passa a irradiar amor incondicional que promove a cura daqueles que precisam dela".

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A apresentadora Oprah Winfrey com o médium João de Deus, em Abadiânia (GO)

João de Deus também vem realizando eventos de tratamento espiritual em outros países além do Brasil. A sua história já foi retratada em programas de televisão produzidos por emissoras internacionais como Discovery Channel, American Broadcasting Company, British Broadcasting Corporation, Channel Nine, além da brasileira TV Globo.

Em 2012 o médium afirmou que já havia realizado tratamento mediúnico em mais de nove milhões de pessoas.

Em setembro de 2015, apesar de defender a veracidade de suas curas, não quis passar por um "tratamento espiritual" e passou por uma longa e delicada cirurgia convencional no aparelho digestivo, ficando internado no Hospital Sírio-Libanês, um dos mais renomados hospitais de cirurgias não espirituais do Brasil, por mais de 3 semanas.

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Em 2011 a jornalista estadunidense Susan Casey, autora do best-seller A Onda ("The Wave"), falou no talkshow de Oprah Winfrey sobre a boa repercussão da matéria que escreveu na The Magazine, na qual ela investigou os trabalhos de cura espiritual do médium brasileiro.

A bilionária apresentadora foi até Abadiânia em 29 de março de 2012 para entrevistar o médium, por ter tomado conhecimento de sua existência quando entrevistou o psicoterapeuta Wayne Dyer, que afirma ter sido curado de leucemia por ele.

No local Oprah teria meditado, orado e testemunhado as supostas "cirurgias espirituais", num local chamado "Sala da Entidade". Dali conheceu a "Casa da Sopa". Falando aos repórteres, declarou que sentiu "algo muito forte. Foi muito além do que eu esperava".


André Luiz

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André Luiz é o nome atribuído pelo médium e filantropo brasileiro Francisco Cândido Xavier a um dos espíritos mais frequentes em sua obra psicografada.

Algumas obras psicografadas atribuídas a André Luiz já foram adaptadas para o teatro, televisão e cinema; mais notoriamente o best-seller Nosso Lar, com um filme de sucesso lançado no Brasil em 2010.

André Luiz teria sido um médico em sua última encarnação e muitas das obras psicografadas atribuídas a ele possuem diversas informações biológicas complexas. Em artigo publicado na revista científica Neuroendocrinology Letters em 2013, cientistas compararam conhecimento médico recente com doze obras psicografadas por Chico Xavier atribuídas a André Luiz, identificando nelas várias informações corretas altamente complexas sobre a fisiologia da glândula pineal e que só puderam ser confirmadas cientificamente cerca de 60 anos após a publicação das obras. 

Os cientistas ressaltaram que o fato de que o médium possuía baixa escolaridade e não era envolvido no campo da saúde levanta questões profundas sobre as obras serem ou não fruto de comunicação espiritual.

Acerca da verdadeira identidade em vida da entidade espiritual, e considerando que vários pormenores nas obras de André Luiz foram preventivamente alterados (a pedido deste próprio espírito, segundo consta a biografia As Vidas de Chico Xavier),existem várias teorias no movimento espírita, associando o espíritos a diferentes personalidades históricas.

A versão mais aceita é que André Luiz teria sido o médico Carlos Chagas, que faleceu em 1934. Tal versão é confirmada pelo médium e médico Waldo Vieira,[4]que também possui obras psicografadas atribuídas a André Luiz, três delas psicografadas em parceria com Chico Xavier.

Carlos Chagas

Pais de Carlos Chagas, José Justiniano Chagas e 
Mariana Cândida Ribeiro de Castro Chagas.

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas (Oliveira, 9 de julho de 1879 – Rio de Janeiro, 8 de novembro de 1934) foi um biólogo, médico sanitarista, cientista e bacteriologista brasileiro, que trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, iniciou sua carreira no combate à malária. Destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi (cujo nome foi uma homenagem ao seu amigo Oswaldo Cruz) e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. Ele foi o primeiro e até os dias atuais permanece o único cientista na história da medicina a descrever completamente uma doença infecciosa: o patógeno, o vetor (Triatominae), os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia.

Foi diversas vezes laureado com prêmios de instituições do mundo inteiro, sendo as principais como membro honorário da Academia Brasileira de Medicina e doutor honoris causa da Universidade de Harvard e Universidade de Paris. Também trabalhou no combate à leptospirose e às doenças venéreas, além de ter sido o segundo diretor do Instituto Oswaldo Cruz. Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ).

Carlos Justiniano Ribeiro Chagas nasceu no município de Oliveira, Minas Gerais, em 9 de julho de 1879, filho de José Justiniano Chagas e Mariana Cândida Ribeiro de Castro Chagas. O lugar de seu nascimento foi na Fazenda Bom Retiro, onde seus antepassados, de ascendência portuguesa, se enraizaram.

Seu pai, cafeicultor, morreu quando Chagas tinha quatro anos de idade, ficando a cargo de sua mãe a administração do cultivo de café e da criação dele e de seus outros quatro irmãos: Maria Rita, José (que morreu com três anos de idade), Marieta e Serafim. Eles vão morar em outra propriedade da família, a Fazenda Boa Vista, próxima a Juiz de Fora, também no estado de Minas Gerais.

Carlos Chagas, aos quatro anos de idade.

Em Oliveira, teve convivência direta com três tios maternos, Cícero, Olegário e Carlos. Os dois primeiros eram advogados formados em São Paulo e incentivaram o sobrinho a se dedicar aos estudos. Porém, o último, era formado em Medicina e organizou uma casa de saúde na cidade. As ações desse tio o influenciaram para seguir a carreira médica.

Aos oito anos de idade e já alfabetizado, foi matriculado no Colégio São Luís, dirigido por jesuítas, em Itu, interior de São Paulo, mas foge do internato em 1888, para ir ao encontro da mãe, em Juiz de Fora, ao saber que os escravos recém-libertados estariam depredando fazendas. A punição para essa fuga foi a expulsão de Chagas do Colégio pelos padres jesuítas.

Após encerrar os estudos secundários, Chagas ingressou no curso preparatório para a Escola de Minas de Ouro Preto por vontade de sua mãe, que gostaria de vê-lo formado em Engenharia. Aí, com a companhia de colegas do curso, aderiu a vida boêmia. Adoentado, em 1896, depois de reprovado nos exames, volta para Oliveira.

Durante o tempo de recuperação em sua cidade natal, seu tio Carlos fortaleceu a vontade de Chagas em ser médico e ajudou-o a vencer a barreira de sua mãe, que acabou aceitando a opção de seu filho. Seguiu então para São Paulo, para obter os diplomas básicos exigidos para matrícula no curso médico. Conseguindo tal certificado, em fevereiro de 1897, segue para o Rio de Janeiro a fim de entrar à Faculdade de Medicina.

Carlos Chagas e seus filhos, Evandro Chagas e Carlos Chagas Filho.

Aos 18 anos, passou a cursar a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde este mesmo tio trabalhava, em abril de 1897. Tal faculdade vivia uma "revolução pasteuriana", pois havia adquirido as teses de Louis Pasteur e estava passando por um processo de renovação. Chagas, assim, também leva essas ideias adiante em seu trabalho. Ao longo do curso, dois professores exerceram grande influência em sua carreira:Miguel Couto, que apresentou a Chagas as noções e as práticas da clínica moderna e com quem passaria a ter uma estreita amizade; e Francisco Fajardo, que colocou Chagas no estudo de doenças tropicais, especialmente da malária, e que seria de grande importância para sua futura carreira. Assim, esses dois professores apresentaram os dois caminhos que se abriram para Chagas no decorrer de seu curso médico: a clínica e a pesquisa científica.

Concluído o curso, em 1902, para elaborar sua tese (pré-requisito para o exercício da medicina), dirigiu-se ao Instituto Soroterápico Federal, na fazenda de Manguinhos, levando uma carta de apresentação de seu professor, Miguel Couto, a Oswaldo Cruz, diretor do Instituto, onde teve seu primeiro contato com aquele que veio a trabalhar, ser seu grande mestre e tornar-se amigo.


Aceito e orientado por Oswaldo Cruz, Chagas começou a trabalhar no Instituto Soroterápico Federal (que após 1908 passou-se a chamar Instituto Oswaldo Cruz) e elege como tema de sua tese o ciclo evolutivo da malária na corrente sanguínea. Assim, em março de 1903, estava concluída a sua tese, o "Estudo Hematológico do Impaludismo" e em maio do mesmo ano terminou seus estudos. Oswaldo Cruz, que assumiu simultaneamente a direção de Manguinhos e a Diretoria Geral de Saúde Pública, nomeou Chagas como médico do instituto, cargo que foi recusado por preferir, em 1904 trabalhar como clínico no Hospital de Jurujuba, em Niterói. Nesse ano instalou seu laboratório particular no Rio de Janeiro e casou-se com Íris Lobo, que dessa união nasceriam seus dois filhos, Evandro (em 1905) e Carlos Filho (em 1910); ambos seguiriam a carreira médica do pai.

Devido à tese de doutorado sobre a malária, em 1901 foi recrutado por Cruz para missão de controlar a doença em Itatinga, interior de São Paulo, que atacava a maioria dos trabalhadores da Companhia Docas de Santos, que construía uma represa na região, causando a paralisação das obras. Assim, realizou a primeira ação bem-sucedida contra a malária no Brasil, colocando em prática procedimentos que mais tarde se tornariam corriqueiros nas outras campanhas.

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Segundo ele, para se impedir a propagação da doença em regiões em que não havia ações sistemáticas de saneamento, fazia-se necessário concentrar as medidas preventivas nos locais onde viviam os homens e os mosquitos infectados com o parasito da malária. Seguindo tal orientação, em cinco meses Chagas consegue debelar o surto da doença - fato que serviu de base para o efetivo combate à moléstia no mundo inteiro.

De volta ao Rio de Janeiro, Chagas continuou servindo a Diretoria Geral de Saúde Pública e, em 19 de março de 1906, transferiu-se para o Instituto Oswaldo Cruz. Foi solicitado, no ano seguinte, pela Diretoria Geral, a organizar o saneamento na Baixada Fluminense, onde estavam acontecendo obras para a captação e bombeamento de água para o Rio de Janeiro. Junto com Arthur Neiva, seguiu para Xerém, e os resultados positivos que conseguiu nessa obra confirmaram a sua teoria da infecção domiciliar da malária.

Morte

Carlos Chagas faleceu aos 55 anos de idade, na cidade do Rio de Janeiro. A causa de sua morte foi um infarto do miocárdio.

René Descartes

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René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 – Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650) foi um filósofo, físico e matemático francês.Durante a Idade Moderna, também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius.

Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica.

Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna.

Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.

Descartes é considerado o primeiro filósofo moderno. A sua contribuição à epistemologia é essencial, assim como às ciências naturais por ter estabelecido um método que ajudou no seu desenvolvimento. Descartes criou, em suas obras Discurso sobre o método e Meditações - a primeira escrita em francês, a segunda escrita em latim, língua tradicionalmente utilizada nos textos eruditos de sua época - as bases da ciência contemporânea.

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O método cartesiano consiste no ceticismo metodológico - que nada tem a ver com a atitude cética: duvida-se de cada ideia que não seja clara e distinta. Ao contrário dos gregos antigos e dos escolásticos, que acreditavam que as coisas existem simplesmente porque "precisam" existir, ou porque assim deve ser etc., Descartes instituiu a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que puder ser provado, sendo o ato de duvidar indubitável. Baseado nisso, Descartes busca provar a existência do próprio eu (que duvida: portanto, é sujeito de algo. Ego cogito ergo sum, "eu que penso, logo existo") e de Deus.

Também consiste o método de quatro regras básicas:

Verificar se existem evidências reais e indubitáveis acerca do fenômeno ou coisa estudada;
Analisar, ou seja, dividir ao máximo as coisas, em suas unidades mais simples e estudar essas coisas mais simples;
Sintetizar, ou seja, agrupar novamente as unidades estudadas em um todo verdadeiro;
Enumerar todas as conclusões e princípios utilizados, a fim de manter a ordem do pensamento.

Em relação à Ciência, Descartes desenvolveu uma filosofia que influenciou muitos, até ser superada pela metodologia de Newton. Ele sustentava, por exemplo, que o universo era pleno e não poderia haver vácuo. Acreditava que a matéria não possuía qualidades secundárias inerentes, mas apenas qualidades primárias de extensão e movimento.

Ele dividia a realidade em res cogitans (consciência, mente) e res extensa (matéria). Acreditava também que Deus criou o universo como um perfeito mecanismo de moção vertical e que funcionava deterministicamente sem intervenção desde então.

Matemáticos consideram Descartes muito importante por sua descoberta da geometria analítica. Antes de Descartes, a geometria e a álgebra apareciam como ramos completamente separados da matemática. Descartes mostrou como traduzir problemas de geometria para a álgebra, abordando esses problemas através de um sistema de coordenadas.

A teoria de Descartes forneceu a base para o cálculo de Isaac Newton e Gottfried Leibniz, e então, para muito da matemática moderna. Isso parece ainda mais incrível tendo em mente que esse trabalho foi intencionado apenas como um exemplo no seu "Discurso Sobre o Método".

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Segundo Descartes, o corpo é formado de matéria física e, por isso, tem propriedades comuns a qualquer matéria, como tamanho, peso e capacidade motora. Assim, as leis que regem a física, também regem o corpo humano. Incitando assim a separação do corpo de da alma.
eoria Cartesiana do sistema circulatório

Note-se que só a partir desta distinção entre o corpo e a alma é possível inferir propriedades do corpo humano a partir do estudo da anatomia animal. 

A partir desse ponto, Descartes explica o funcionamento do sistema sanguíneo e como chegou a suas conclusões : “Desejo dar aqui a explicação do movimento do coração e das artérias o qual, sendo o que mais geralmente se observa nos animais, se julgará mais facilmente o que se deve pensar dos outros e, a fim de termos menos dificuldades em compreender o que vou dizer, desejava que os não versados em anatomia se resolvessem, antes de ler, a colocar ante eles o coração de qualquer grande animal que tenha pulmões, porque ele é em tudo bastante semelhante ao do homem” (1, p. 47). “(...) desejo adverti-los que este movimento que acabo de explicar resulta necessária e somente da disposição dos órgãos que se podem observar a olho nu no coração, e do calor que lá se pode sentir com os dedos, e da natureza do sangue que se pode conhecer por experiências, da mesma maneira que o movimento de um relógio resulta da força, da situação e da forma dos seus contrapesos e das rodas”.

Observe-se que a teoria de Descartes, apesar de errada, é coerente com a nova visão mecanicista da natureza, como mostra a metáfora feita com o relógio. 

“A explicação cartesiana do corpo, considerado como máquina, necessita de um motor que possibilite todas as funções fisiológicas, e esse motor tem por base o fogo cardíaco que, por um processo semelhante à fermentação, faz com que o sangue entre em ebulição e distribua-se pelo corpo por meio das artérias. A defesa da fermentação, como estando na base do movimento do coração e do sangue, não sofre alteração ao longo da obra de Descartes”. Para Descartes, o batimento cardíaco era uma consequência do movimento do sangue e não a sua causa: o coração é obrigado a contrair-se quando não contém sangue; volta a inchar quando tem novamente sangue.



Obra 
Regras para a Direção do Espírito

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Regras para a direção do espírito (originalmente em latim, Regulae ad directionem ingenii) é uma obra de René Descartes. Este trabalho delineou a base para seu trabalho posterior sobre problemas complexos de matemática, ciência e filosofia. 36 regras foram planejados no total, mas apenas 21 foram realmente escritas. Este trabalho não foi publicado durante a vida do autor. A tradução holandesa apareceu em 1684, e a primeira edição em latim em 1701.

Regras

I. O objetivo de nossos estudos deve ser o sentido da nossa mente para que ele possa formar juízos sólidos e verdadeiros sobre quaisquer questões que surgem.

II. Devemos nos ocupar apenas com os objetos que nossas capacidades intelectuais são mais competentes em saber com certeza e sem dúvidas.

III. No que se referir a qualquer assunto que nos propomos a investigar, devemos perguntar não o que as outras pessoas têm pensado, ou o que nós mesmos conjecturamos, mas o que podemos perceber clara e manifestamente por intuição ou deduzir com certeza. Porque não há outra forma de aquisição de conhecimento.

IV. O método é necessário para a procura da verdade.

V. O método consiste inteiramente na ordem e disposição dos objetos para que nossa visão mental seja dirigidas, se queremos descobrir qualquer verdade. Vamos cumpri-lo exatamente se reduzirmos as proposições obscuras envolvidos uma por uma para aqueles que são mais simples, e, em seguida, a partir da apreensão intuitiva de todas aquelas que são absolutamente simples, tentar ascender ao conhecimento de todas os outros por etapas precisamente semelhantes.

VI. A fim de separar o que é muito simples do que é complexo e para organizar esses assuntos de forma metódica, devemos, no caso de todas as séries em que se deduziram certos fatos uns pelos outros, perceber o que de fato é simples e para marcar o intervalo, maior, menor ou igual, que separa todos os outros com isso.

VII. Se quisermos nossa ciência para ser completa, os assuntos que promovam o fim que temos em vista uma obrigação e tudo ser examinado por um movimento de pensamento que é contínua e nada interrompido, mas também devem ser incluídos em uma enumeração que é simultaneamente adequada e metódica.

VIII. Se nas matérias a serem examinadas chegamos a uma etapa na série de que nosso entendimento não é suficientemente capaz de ter um conhecimento intuitivo, devemos parar nele. Não devemos fazer nenhuma tentativa de examinar o que se segue, portanto vamos nos poupar de trabalho supérfluo.

IX. Devemos dar toda a nossa atenção para os fatos mais insignificantes e mais facilmente dominados e permanecer um longo tempo na contemplação deles até que estejamos acostumados a ver sua verdade clara e distintamente.

X. Para que o espírito se torne perspicaz, devemos exercitá-lo em procurar o que já foi encontrados por outros, e percorrer metodicamente todas as artes ou ofícios dos homens, desde as menos importantes, mas sobretudo as que manifestam ou supõem ordem.

XI. Depois da intuição de algumas proposições simples, se delas tirarmos outra conclusão, convém percorrer as mesmas com o pensamento num movimento contínuo, nunca interrompido, refletir suas relações mútuas e conceber distintamente várias coisas ao mesmo tempo, tanto o quanto se puder; efetivamente, é assim que o nosso conhecimento se torna muito mais certo e se aumenta a capacidade de nossa mente.

XII. Finalmente, temos que utilizar todos os recursos do entendimento, da imaginação, dos sentidos e da memória, quer para termos uma intuição distinta das proposições simples, quer para estabelecermos, entre as coisas que se procuram e as conhecidas, uma ligação adequada que as permita ser reconhecidas, ou ainda para encontrar as coisas que entre si se devem comparar, a fim de se não omitir nenhum recurso da criação humana.

XIII. Se compreendermos perfeitamente uma questão, devemos abstraí-la de todo o conceito supérfluo, reduzi-la à maior simplicidade e dividi-la em partes tão pequenas quanto possível, enumerando cada uma delas.

XIV. A mesma regra deve aplicar-se à extensão real dos objetos e propor-se à imaginação com a ajuda de figuras puras e simples; será assim percebida muito mais distintamente pela compreensão.

XV. É sempre útil traçar estas figuras e apresentá-las aos sentidos externos, para que assim seja mais fácil conservar nosso pensamento atento.

XVI. O que não requer a atenção imediata da mente, embora necessário à conclusão, deve ser endereçado por notações muito breves em vez de figuras inteiras; assim a memória não poderá enganar-se nem o pensamento distrair-se enquanto, se aplica a outras deduções.